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Exposição "Títeres no Mundo"
ÍNDIA
A Índia, como a China, é indicada como berço do teatro de títeres. A variedade de tipos é imensa. Muitas são as lendas sobre a aparição dos mesmos.

Mundrika
MUNDRIKA
Títeres cujos fios de sustentação são presos a um anel de ferro colocado sobre o turbante do manipulador. Com o movimento de sua cabeça o titeriteiro transmite movimento ao títere. As mãos são encaixadas em "bengalas" que proporciona um controle preciso dos braços. Os títeres são passados de geração a geração e a cada novo titeriteiro, o títere ganha um novo "sari" (indumentária hindu), acumulando várias saias com o passar dos anos. Este títere tem aproximadamente 150 anos e pertenceu a Cia. Indiana Putthalli Kalaranga.
Madeira, tecidos, pintura, ferro e fios.
Procedência: Karnataka/Bangalore
Autor: Cia. Putthalli Kalaranga
INDONÉSIA
A Indonésia possui diferentes expressões teatrais denominadas WAYANG - termo que significa "teatro". As representações com títeres são feitas por um só DALANG (intérprete) que recita e canta acompanhado da GAMELAN (orquestra típica da região).

Wayang
Golek
WAYANG GOLEK
GOLEK significa boneco. Essa forma de teatro ingressou em Java com os comerciantes indianos, que, mais tarde, com a ocupação muçulmana sofreu modificações. Entretanto, sua técnica de manipulação muito se assemelha às técnicas de vara central removível, que fixa a cabeça, permitindo o giro do dorso. As varas dos braços são fixadas de forma a permitir um movimento livre e fluido. Esta técnica é chamada de Vara Javanesa. O Golek se desenvolve em Java Oeste. A temática é a dos épicos indianos MAHABHARATA e
RAMAYANA. Estes títeres têm aproximadamente 100 anos.
Madeira, tecido e pintura.
Procedência: Java Oeste
Autor desconhecido

Wayang
Kulit

Wayang
Kulit
WAYANG KULIT
KULIT significa sombra. Com profundas influências em outras artes e com especial desenvolvimento nas ilhas de Java, Bali e
Lombok, essa forma de teatro tem um caráter mitológico-religioso. Alguns estudiosos sugerem ser uma expressão nativa da cultura do arquipélago, mas é nítida a influência indiana na representação dos LAKONS (dramas). A temática utilizada também é a dos épicos indianos RAMAYANA e MAHABHARATA.
Couro e chifre de búfalo e pintura.
Procedência: Java Oeste
Autor desconhecido

Wayang
Klitik
WAYANG
KLITIK
Títeres planos entalhados em relevo cavo. Pelo fato das figuras se apresentarem de perfil com os do WAYANG KULIT (Teatro de Sombras em couro), alguns teatros sugerem ser uma evolução deste. No entanto, o WAYANG KLITIK é apresentado ao vivo e não, como aquele, em projeção sobre tela. Como no WAYANG KULIT o bastão de manipulação, que integra a escultura, termina em ponta para ser fixado no tronco de bananeira, à base do espaço cênico.
Madeira e pintura
Procedência: Java Central
Autor desconhecido
BIRMÂNIA
Com temas budistas, e regulamentado pela côrte a partir de 1776, o YOKE THAY (títeres pequenos) teve delimitado o número e gênero de
personagens - humanos, animais e mitológicos, assim como o cenário (de um lado floresta, de outro a corte). Os KYOS (fios) são
geralmente 18, alguns presos a um controle (DALET), outros móveis. O vocalista (AH-SO) é mais importante que o manipulador (KYO-SWAIR).
TÍTERE 6 - YOKE THAY
(Réplica)

Yoke
Thay - Ogre
da Floresta

Yoke
Thay
Madeira, tecido, lantejoula, fios e pintura
Procedência: Região nordeste da Birmânia
Autor desconhecido
HUNGRIA
MAROTS
São os bastões dos bobos da corte, geralmente encabeçados por um Polichinelo. Os Marots deram origem aos MAROTTES, títeres compostos
por cabeça sobre bastão nas mãos dos próprios titeriteiros.
TÍTERE 7 - BOBO DA CORTE

Bobo
da Corte
Madeira, tecido, barbante e guiso
Autor: Andràs Lenàrt
Procedência: Budapeste
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